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PARKINSON

por romasi, em 29.11.13

PARKINSON


Rogério Martins Simões

 

Meu amor! Só tu não estavas enganada!

Só tu darias pela falta no gesto:

Nesta minha expressão desencontrada,

Neste meu lado esquerdo menos lesto.

 

Meu amor! Só tu não estás surpreendida.

Componho este poema e não desisto:

A direita a que escreve agradecida!

Com a esquerda não escrevo mas insisto!

 

Com a direita escrevo o “A” de amor!

Com a esquerda se escreve o “D” de dor!

E o “P” de Parkinson em desespero!

 

Pois sofrer, tanto sofrer não conhece.

Meu corpo, tanto sofrer não merece.

Sofrer mais, por tanto sofrer, não quero!

 

04-06-2002

2013

(Registado no Ministério da Cultura

Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

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publicado às 16:22

Caro(a) asssociado(a),


A APDPk convida-o(a) a participar na Ação de Informação sobre a Doença de Parkinson a realizar dia 7 de Novembro 2013 das 14h às 17h30 na Biblioteca José Saramago em Loures.

A equipa de palestrantes é constituida por:

Dra. Rita Moiron Simões-Neurologista.
Dra. Gabriela Fonseca-Neurofisioterapeuta.
Dra. Rita Loureiro-Terapeuta da Fala.
Dr.Nuno Marques-Psicólogo.

A entrada é gratuita e aberta a doentes, familiares e profisionais,mas com inscrição até dia 6 de Novembro.
Para informação adicional contacte-nos.

Programa em anexo  

 

Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson

Bairro da Liberdade Lote 13 Loja 20

1070-023 Lisboa

Tel.213 850 041/2

Fax.213 851 500

 

Ajudar não custa nada.Reverta 0,5% do seu IRS para APDPk sem gastar nada.

Ao preencher a sua declaração de IRS no Anexo H /Quadro 9/ Campo 901

coloque o NIPC 504058550.Obrigada!

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publicado às 19:13

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publicado às 19:09

OS DIAS AMARGOS DE UM DOENTE DE PARKINSON

 

Rogério Martins Simões

 

Nas minhas pernas assento

As minhas mãos trémulas de derrota…

Aos meus pés está este chão

Que ainda não me vence.

A minha cabeça preenche vitória…

Na vitória estas linhas escritas

Que não irei entender…

Depois…

Depois? Logo se verá.

A sorte continua desse lado.

Não! A sorte está comigo que ainda escrevo

Mesmo que eu não entenda o que escrevi.

No fundo não escrevo nada que não tivesse escrito…

Grito!

Um grito percorre sem glória a minha alma…

Meco, 10-07-2011 15:09:41

(Diálogos da alma e do poeta: os dias amargos de um doente de Parkinson)

 

 

NESTE DIA MUNDIAL DE PARKINSON, E APESAR DE ME SENTIR COMO ME SENTIA EM JULHO DE 2011, NÃO POSSO DEIXAR DE VOS TRANSMITIR UMA MENSAGEM DE ESPERANÇA: A CURA ESTÁ QUASE A CHEGAR.

 

O POEMA QUE VOSDEIXOEM VÍDEO E QUE A MINHA COMPANHEIRA TÃO BEM LEU, E QUE HOJE VOS DOU CONTA, CONTA O MEU ESTADO DE ALMA QUANDO O ESCREVI; QUANDO JÁ NEM LÁGRIMAS EXISTEM PARA DEITAR; TODAVIA, E NO FINAL DESTE LONGO POEMA, EXISTEM PALAVRAS DE ESPERANÇA.

 

UM ABRAÇO PARA TODOS,

ROGÉRIO MARTINS SIMÕES

 

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publicado às 11:25

DIA MUNDIAL DE PARKINSON

 

11 de Abril de 2013

 

No próximo dia 11 de Abril de 2011 tem lugar a mais um dia Mundial de Parkinson.

Parece que foi ontem… Quem diria que também este dia me viesse a dizer qualquer coisa.

 

 

Parkinson, a luta por me manter vivo com dignidade.

2002 a 2013

 

 

 

De repente o céu desabou em mim!

Se não sou capaz de abotoar a camisa com a mão esquerda como irei ter forças para suster o céu?

Chorei! Sim um homem também chora! Mas não me vou embora, embora às vezes até me apeteça partir… abandonar tudo. (assim escrevi em 2004)

 

 

Durante estes últimos anos vejo que os medicamentos começaram a perder o seu efeito e tenho pedido a Deus, à vida, ou ao Universo, para ter coragem.

Pouco a pouco, sinto-me a derrapar, derrubado, derrotado e muitas vezes recolhido num silêncio profundo ou a escrever poemas de dor:

Rebolo-me na cama, não consigo dormir, não tenho forma de estar e tenho dificuldade em me levantar.

Engulo as palavras e tenho de me repetir para me fazer entender, prende-se mais a perna esquerda, o braço esquerdo, e tremo, e temo!

É neste contexto que me encontro.

Avançam as sombras.

Se soubésseis como estas palavras tristes já não me servem de catarse.

Fogem-me as palavras da esperança.

Começo a estar farto de carregar com o peso desta inércia: Quero ajudar e não posso! Não quero pesar e não posso e a família sofre!

- Perdi a alma.

Não é que a sentisse fugir. Nada fiz para a afastar, nem tão pouco ela se foi em busca da minha poesia.

 

De vez em vez chegam notícias que me prometem ajudar a segurar o tecto do céu com as minhas duas mãos de esperança, porém, passados que são 11 anos, vou perdendo a esperança enquanto a doença avança.

 

AH a poesia?

A POESIA VAI FICANDO NAS PALAVRAS POR ESCREVER. aNTES ASSIM DO QUE A VER POR AÍ NAS MÃOS DE QUEM NÃO SOFRENDO E NÃO A ESCREVENDO a CHAMA DE SUA.

 

Aproveito este local para enaltecer os profissionais de saúde e os cientistas que, procurando amenizar a dor, colocam o amor, o saber e o conhecimento científico ao serviço da humanidade.

Sejam todos muito felizes.

Rogério Martins Simões

 

O QUE SE DEVE SABER SOBRE O DOENÇA DE PARKINSON?
A Dra. Anne Frobert colocou à disposição de todos os Portugueses uma sequência de slides por si idealizada, realizada por António Cortina e traduzida para Português pelo Professor Dalva Molnar.
ANNE FROBERT
É formada em medicina pela Universidade Claude Bernard de Lyon, na França.

 

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publicado às 01:07


PARKINSON

por romasi, em 12.01.13

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publicado às 21:30

 

 

A Dra. Anne Frobert colocou à disposição de todos os Portugueses uma sequência de slides por si idealizada, realizada por António Cortina e traduzida para Português pelo Professor Dalva Molnar.

O QUE SE DEVE SABER SOBRE O DOENÇA DE PARKINSON? 

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publicado às 02:13


Fora deti sou um novelo...

por romasi, em 28.08.12

FORA DE TI SOU UM NOVELO

Rogério Martins Simões

 

Erguem-se as montanhas.

Perfilam as imagens…

Vêm, através de mim,

Ensina-me o caminho das margens…

 

Meu amor volta depressa!

Tenho as minhas mãos

tão pesadas

Que nem as mando poisar

Meu amor regressa!

Tenho as mãos tão cansadas

E não as posso libertar.

 

Fora de mim sou um novelo,

que se desprende,

entre os dedos alinhados.

Fora de ti sou um elo,

que se prende,

entre os dedos desalinhados

 

Tenho as mãos tão pesadas

não as consigo desapertar.

Tenho as mãos tão cansadas

Que não as consigo soltar….

 

Salta para o meu cavalo de chuva

que se ergue à porfia.

Vem de um pulo só.

Leva-me contigo depressa

 

Meu amor regressa

Tenho as minhas mãos tão pesadas

Que nem as mando poisar

Meu amor volta depressa

Tenho as mãos tão cansadas

Que nem as posso libertar.

 

03-05-2006 15:30

 

(Registado no Ministério da Cultura

Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

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publicado às 14:53


Não sei como estar...

por romasi, em 21.05.12

NÃO SEI COMO ESTAR

Rogério Martins Simões

 

Não sei como estar:

Se do lado de dentro?

Se do lado de fora?

 

Sou o meu universo palpável:

A terra lateja

e o meu corpo pulsa.

 

Dentro de mim,

Uma dor física igual às alterações do tempo.

Hoje todo o meu corpo me dói

e nem posição encontro para estar.

 

Estive lá fora,

Onde não estou,

De onde me escondo

Para que não me vejam.

 

Percorri uns quantos metros:

A distância que me separa entre parar

À espera do fim…

Parece que não deram por mim…

Quem haveria de dar?

 

Estou agora na parte de dentro

Tenho por perto o mar.

Ontem soltei um rio…

Que me deixou à mercê de desaguar

No que aqui me traz:

Quantos rasgos de génio,

ou de coragem,

adoçam o sofrimento?

 

As minhas dores parecem abrandar.

Abro a boca!

Tenho sono!

Quero de paz!

Meco, 31/08/10 16:57:19

(Diário de um doente de Parkinson)

 

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publicado às 22:36


Parkinson

por romasi, em 08.09.11

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publicado às 23:35



O MEU LIVRO DE POESIA






DESTINO OU CORAGEM



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