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OS DIAS AMARGOS DE UM DOENTE DE PARKINSON

 

Rogério Martins Simões

 

Nas minhas pernas assento

As minhas mãos trémulas de derrota…

Aos meus pés está este chão

Que ainda não me vence.

A minha cabeça preenche vitória…

Na vitória estas linhas escritas

Que não irei entender…

Depois…

Depois? Logo se verá.

A sorte continua desse lado.

Não! A sorte está comigo que ainda escrevo

Mesmo que eu não entenda o que escrevi.

No fundo não escrevo nada que não tivesse escrito…

Grito!

Um grito percorre sem glória a minha alma…

Meco, 10-07-2011 15:09:41

(Diálogos da alma e do poeta: os dias amargos de um doente de Parkinson)

 

 

NESTE DIA MUNDIAL DE PARKINSON, E APESAR DE ME SENTIR COMO ME SENTIA EM JULHO DE 2011, NÃO POSSO DEIXAR DE VOS TRANSMITIR UMA MENSAGEM DE ESPERANÇA: A CURA ESTÁ QUASE A CHEGAR.

 

O POEMA QUE VOSDEIXOEM VÍDEO E QUE A MINHA COMPANHEIRA TÃO BEM LEU, E QUE HOJE VOS DOU CONTA, CONTA O MEU ESTADO DE ALMA QUANDO O ESCREVI; QUANDO JÁ NEM LÁGRIMAS EXISTEM PARA DEITAR; TODAVIA, E NO FINAL DESTE LONGO POEMA, EXISTEM PALAVRAS DE ESPERANÇA.

 

UM ABRAÇO PARA TODOS,

ROGÉRIO MARTINS SIMÕES

 

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publicado às 11:25

DIA MUNDIAL DE PARKINSON

 

11 de Abril de 2013

 

No próximo dia 11 de Abril de 2011 tem lugar a mais um dia Mundial de Parkinson.

Parece que foi ontem… Quem diria que também este dia me viesse a dizer qualquer coisa.

 

 

Parkinson, a luta por me manter vivo com dignidade.

2002 a 2013

 

 

 

De repente o céu desabou em mim!

Se não sou capaz de abotoar a camisa com a mão esquerda como irei ter forças para suster o céu?

Chorei! Sim um homem também chora! Mas não me vou embora, embora às vezes até me apeteça partir… abandonar tudo. (assim escrevi em 2004)

 

 

Durante estes últimos anos vejo que os medicamentos começaram a perder o seu efeito e tenho pedido a Deus, à vida, ou ao Universo, para ter coragem.

Pouco a pouco, sinto-me a derrapar, derrubado, derrotado e muitas vezes recolhido num silêncio profundo ou a escrever poemas de dor:

Rebolo-me na cama, não consigo dormir, não tenho forma de estar e tenho dificuldade em me levantar.

Engulo as palavras e tenho de me repetir para me fazer entender, prende-se mais a perna esquerda, o braço esquerdo, e tremo, e temo!

É neste contexto que me encontro.

Avançam as sombras.

Se soubésseis como estas palavras tristes já não me servem de catarse.

Fogem-me as palavras da esperança.

Começo a estar farto de carregar com o peso desta inércia: Quero ajudar e não posso! Não quero pesar e não posso e a família sofre!

- Perdi a alma.

Não é que a sentisse fugir. Nada fiz para a afastar, nem tão pouco ela se foi em busca da minha poesia.

 

De vez em vez chegam notícias que me prometem ajudar a segurar o tecto do céu com as minhas duas mãos de esperança, porém, passados que são 11 anos, vou perdendo a esperança enquanto a doença avança.

 

AH a poesia?

A POESIA VAI FICANDO NAS PALAVRAS POR ESCREVER. aNTES ASSIM DO QUE A VER POR AÍ NAS MÃOS DE QUEM NÃO SOFRENDO E NÃO A ESCREVENDO a CHAMA DE SUA.

 

Aproveito este local para enaltecer os profissionais de saúde e os cientistas que, procurando amenizar a dor, colocam o amor, o saber e o conhecimento científico ao serviço da humanidade.

Sejam todos muito felizes.

Rogério Martins Simões

 

O QUE SE DEVE SABER SOBRE O DOENÇA DE PARKINSON?
A Dra. Anne Frobert colocou à disposição de todos os Portugueses uma sequência de slides por si idealizada, realizada por António Cortina e traduzida para Português pelo Professor Dalva Molnar.
ANNE FROBERT
É formada em medicina pela Universidade Claude Bernard de Lyon, na França.

 

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publicado às 01:07



O MEU LIVRO DE POESIA






DESTINO OU CORAGEM



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