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DISCINESIA

por romasi, em 15.10.18

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 (eu e a minha falecida e doce mãe)

DISCINESIA

Boa noite a todos

Foi no passado dia 24 de março de 2018 que a convite da Gerábriga, na pessoa da amiga Joaquina Contos, tive a honra de participar no primeiro Encontro Nacional de Poetas e Escritores da Gerábriga - Associação Cultural de Alenquer, no Museu João Mário.

A minha prestação nesse encontro foi em parte registada no vídeo que antecede, e que ao revê-lo, me levou a visualizar outras participações em outros eventos. Confesso que fiquei muito triste e até me deu vontade de carregar no “Delete”. Não o fiz e recordei o testemunho de uma senhora mais idosa, portadora da doença do Parkinson, que conheci  em Alenquer, neste encontro Nacional de Poetas e Escritores e que me informou que era seguida por um médico em Torres Vedras. Esta senhora que nem sequer aparentava ser portadora do Parkinson tinha sido a 3ª pessoa que nesse dia, 24 de Março de 2018,  me sugeriu um especialista em Parkinson em Torres Vedras.

Por coincidência, ou não, a minha querida prima Elvira Simões, também me falou deste assunto e, mesmo em Bruxelas, marcou uma consulta para o neurologista, especializado no Parkinson: O Professor Doutor Joaquim Ferreira, em Torres Vedras.

Compareci à consulta onde fui observado e medicamentado pelo Professor Joaquim Ferreira, no Campos Neurológico Sénior, em Torres Vedras que me prescreveu os medicamentos que entendeu serem os ajustados para mim.

Finalizo admitindo que tenho a discinesia muito mais controlada pese o facto de saber que de momento a cura para o Parkinson não existe. Existe sim é a esperança de ainda receber a notícia que todos os parkinsonianos esperam: a cura para o Parkinson.

Por agora tenho a discinesia controlada e isso já me deixa feliz. Obrigado VIRITA e todos quantos nos ajudam a saltar as barreiras…

Rogério Simões  

 

 

 

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publicado às 22:47


VOLTEI A ESCREVER E JÁ NÃO QUERIA

por romasi, em 14.10.18

 

A DISCINESIA e o PARKINSON.

O vídeo que vos quero mostrar foi gravado numa Tertúlia Poética em Alenquer.

Podia esconder e não dar a conhecer a minha discinesia própria dos doentes de Parkinson. Não o fiz pois precisamos de encarar os malefícios desta agitação que se caracteriza por movimentos repetitivos, involuntários e repetitivos.

Há que não ter vergonha e lutar pela não exclusão a que muitos, entre os quais os que se dizem amigos. Vamos lutar e não nos rendermos perante estes e outros sintomas do PARKINSON.

Do vosso companheiro

Rogério Martins Simões

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publicado às 23:38

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PARKINSON – 11 DE ABRIL DE 2018

DIA MUNDIAL DO PARKINSON

Rogério Martins Simões

 

E de repente o céu desabou em mim!

O diagnóstico era terrível - PARKINSON

 

Uma flecha certeira transpôs o meu coração!

Olhei a ferida – das feridas escorre o vermelho cor de sangue - mas não vi sangue, porém, estava ferido e nem queria acreditar!

 

(Às vezes a vida é “madrasta” e cheia de sofrimentos.)

E vieram-me à cabeça tantos pensamentos.

Recordei-me que tinha passado mais de metade da minha vida a caminho dos hospitais

Afinal o nosso corpo é como uma árvore: as folhas caem no Outono e rebentam na Primavera.

Nesse tempo, dos 20 anos aos 40 anos de idade, de desmaio em desmaio o sangue brotava tomando a forma de melena e/ou hematémese.

Perguntava então aos Céus a razão para tanto tormento.

E encontrei dois velhos poemas:

HOJE

Rogério Martins Simões

 

Hoje

Fiquei sem nada

Olhando as estrelas,

Na rua,

Habilitando-me

A uma viagem à lua.

 

Hoje fiquei sem nada!

Sem lar!

Sem família!

Abandonado!

Aguardando

No espaço vazio

da minha vida

Pela casa cheia.

 

Hoje não há sol,

nem calor

E o meu coração

que falha

Lança na dor

Meu corpo frágil

Que desmaia…

2/3/1973

 

MEIO HOMEM INTEIRO

Rogério Martins Simões

 

Meia selha de lágrimas.

Meio copo de água

Meia tigela de sal

Meio homem de mágoa.

Meio coração destroçado

Meia dor a sofrer.

Meio ser enganado

Num homem inteiro a morrer.

1974

 

Em 1990 voltou a bonança! O barco balouçava mas não andava à deriva…

 

Mas, de repente, em 2002 o céu desabou em mim!

Se não era capaz de abotoar a camisa com a mão esquerda como iria ter forças para suster o céu?

 

PARKINSON

(DIAGNÓSTICO)

Rogério Martins Simões

 

Meu amor! Tu não estavas enganada!

Só tu darias pela diferença no gesto,

Pela minha expressão algo errada,

O meu lado esquerdo menos lesto.

 

Hoje, tu não ficaste surpreendida.

Componho este poema e não desisto:

A direita, com que escrevo, agradecida!

Com a esquerda não escrevo mas insisto!

 

Com a direita escrevo o “A” de amor!

Com a esquerda se escreve o “D” de dor!

E o resto deste poema em desespero!

 

Pois sofrer, tanto sofrer não conhece.

O meu corpo, tanto sofrer, não merece.

Sofrer mais, por sofrer, não quero!

 

04-06-2002

 

 

Chorei! Sim um homem também chora! Mas não me vou embora, embora às vezes até me apeteça partir…abandonar tudo.

Durante estes últimos anos tenho pedido a Deus, à vida ou ao Universo para ter coragem.

De vez em vez chegam notícias que me prometem ajudar a segurar o teto do céu com as minhas duas mãos de esperança. Deus queira!

Uma palavra de esperança a todos os que sofrem direta ou indiretamente: acreditem que somos nós que temos de refazer e lutar por uma vida melhor, minorando os sofrimentos e os estragos da alma ou do corpo.

 

 

ESPERANÇA

Rogério Martins Simões

 

Entrelaço os meus dedos nos teus:

Vivas ilusões, ténues lembranças.

Foram inatingíveis os versos meus,

Outono breve, poucas esperanças.

 

Ateámos o fogo nas estrelas dos céus.

Mapeávamos nossos corpos de danças.

Encontros e desencontros não são réus…

Presos não estamos, procuro mudanças.

 

Agora, adorno enigmas bordados de cruz,

Cintilam horizontes de esperança e luz,

Meu fogo arde no mais puro cristal.

 

E se na alquimia busco a perfeição,

Respondo às interrogações do coração,

Descubro no amor a pedra filosofal.

 

Lisboa, 02-10-2006 23:58

 

É através da poesia – canto mágico dos poetas – que tenho sempre presente, no meu coração, todos aqueles que mais sofrem – já nem escrevem! Já não falam – mas escutam se lhes falarmos de mansinho ao ouvido. Sendo assim escrevo por eles, em mim, com esta mão direita.

E se nesta missão conseguir fazer com que um, pelo menos um, se sinta menos infeliz, menos desamparado, menos solitário e com alguma confiança no futuro – então valeu a pena ser a meu modo solidário!

Incluo aqui todos os sofrimentos, todas as maleitas da carne ou da alma, ou seja – uma universalidade de doentes, doenças, guerras, ódios, fome, violência, racismo, abandono... Enfim, um sem número de males que dia a dia consomem o homem!

Aproveito para enaltecer os profissionais de saúde e os cientistas que, procurando amenizar a dor, colocam o amor, o saber, e o conhecimento científico, ao serviço da humanidade.

À restante comunidade, aos cidadãos que pagam os seus impostos e que devem exigir que estes sejam bem administrados, o apreço pelo cumprimento deste dever cívico e solidário.

Vou terminar.

Resta-me deixar aqui uma palavra de esperança num futuro melhor onde nem raças nem credos nos dividam. Onde haja lugar a um avanço na ciência para que todos possam ter uma vida mais digna. Porém, se essa evolução não vier a beneficiar os desprotegidos – POR FAVOR - deixem ficar tudo como está.

 

Muito obrigado aos cientistas portugueses!

Talvez nos devolvam a vontade para viver.

Entretanto, e mais uma vez, volto a sonhar!

Rogério Martins Simões

 

 

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publicado às 00:56


PARKINSON

por romasi, em 11.07.17

 

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publicado às 00:00


Parkinson e o relógio da Microsoft

por romasi, em 10.07.17

 

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publicado às 23:57


PARKINSON e a LIBERDADE

por romasi, em 11.04.17

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PARKINSON e a LIBERDADE (E porque hoje é dia de Parkinson…

Rogério Martins Simões

 

Atravesso uma agonia maior, maior que a mais inquebrantável e triste incerteza: A Parkinson que me quer derrubar é a mesma que ainda não me venceu.

Lucidez não me falta para medir esta desmensurável criatura que, só de nome, se apoderou de mim. A pessoa em si não tem culpa, até se poderia chamar ROMASI.

Foi nesta mistura de letras aglutinadas que me revi, quebrando o rigor do meu nome, e me escondi, furtando-me aos inquisidores das palavras discordantes e aos amantes das noites tensas…

E foi assim que agarrado aos meus poemas corria para as ruas contrárias onde havia sempre uma cave, ou uma escapatória, que me levava ao encontro dos cantos proibidos da Liberdade.

Por vezes nem tempo havia para escapar ao banho certo, com que marcavam os “panfletários”para, logo a seguir, os acorrentarem às palavras.

Hoje, esta aberrante e tão lapa doença não me larga. Porém alarga a perceção de mim quando nem a meu pedido se não presta a desertar.

 

Sabes? “Quando os ideais desgastaram as nossas vidas

sofremos mais ao não vermos nada”...

 

Romasi era eu! E eu era tão feliz sem Parkinson.

 

Meco, 10/04/2017 23:10

Hoje porque é dia de Parkinson, desejo a todos os meus companheiros que mantenham a coragem de lutar pela vida, pela cura. Estejamos todos atentos à força dos interesses económicos em jogo.

Sabiam que a cirurgia de estimulação cerebral profunda, já existe em Portugal desde o ano de 2002. http://www.dn.pt/ciencia/interior/sintomas-do-parkinson-regridem-com-minuciosa-cirurgia-de-estimulacao-cerebral--4503084.html

“A cirurgia de estimulação cerebral profunda, realizada desde 2002 em Portugal, é como alargar um fato que está apertado. Segundo o neurocirurgião do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) Manuel Rito, este procedimento pode fazer com que os sintomas dos doentes de Parkinson voltem cinco ou dez anos atrás no tempo, reduzindo também a medicação da qual estão dependentes.”

http://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-da-saude/estudo-com-antibiotico-deixa-controle-do-parkinson-mais-proximo/

http://agencia.fapesp.br/antibiotico_doxiciclina_pode_ser_esperanca_no_tratamento_do_parkinson/24835/

http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/antibiotico-deixa-controle-do-parkinson-mais-proximo-20976872.html

https://zap.aeiou.pt/cientistas-descobrem-engano-antibiotico-antigo-pode-tratar-parkinson-150575

https://www.publico.pt/2016/11/30/ciencia/noticia/o-que-e-que-as-bacterias-dos-intestinos-tem-a-ver-com-a-doenca-de-parkinson-1753224

http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/pesquisador-da-usp-descobre-por-acaso-antibiotico-que-age-contra-o-parkinson/

http://salud360.cienradios.com/parkinson-investigan-un-antibiotico-que-podria-curarlo/

http://bandnewstv.band.uol.com.br/videos/ultimos-videos/16160621/pesquisadores-estudam-antibiotico-para-barrar-avanco-do-parkinson.html

ETC ETC ETC

Temos todo o direito de saber a razão para não noticiarem as recentes e não dispendiosas possíveis curas da doença de Parkinson que nos chegaram do Brasil e que foram publicadas em revistas da especialidade.

Coragem para todos,

Rogério Martins Simões

 

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publicado às 00:12


Dia Mundial de Parkinson

por romasi, em 11.04.17

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publicado às 00:08

 

COMPANHEIROS DOENTES DE PARKINSON

Há muito que esperava por esta notícia, que nos chega, neste artigo, do Brasil Estranhamente, ainda nem de uma só rádio ou televisão nacional terá dado notícia. Se a deu não a escutei nem dei conta de tal. O artigo começa assim:

 “Foi ao acaso que pesquisadores brasileiros descobriram que o antibiótico doxiciclina – usado há mais de meio século contra infeções bacterianas – pode ser indicado em doses mais baixas para o tratamento do Parkinson. O estudo foi publicado na revista “Scientific Reports”, do grupo Nature.”


Sim eu sei que estamos no Carnaval e que do Brasil só se mostra o que dá audiência…

Caso este antigo antibiótico possa abrir o caminho para a cura da doença de PARKINSON, ou para a parar, muitos “lóbis” se irão erguer para denegrir.

Só vos peço que estejam atentos a este conhecimento, que deve ser de todos nós doentes de PARKINSON.

Rogério Martins Simões

 

http://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-da-saude/estudo-com-antibiotico-deixa-controle-do-parkinson-mais-proximo/

 

Ver também aqui »»»»> 

Antibiótico deixa controle do Parkinson mais próximo

http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/antibiotico-deixa-controle-do-parkinson-mais-proximo-20976872.html

 

 

 

 

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publicado às 18:38


O CÉU DESABOU SOBRE MIM

por romasi, em 24.11.16

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O CÉU DESABOU SOBRE MIM

Rogério Martins Simões

 

E de repente o céu desabou em mim!

Uma flecha certeira transpôs o meu coração!

Olhei a ferida – das feridas escorre um vermelho cor de sangue - mas não vi sangue, porém, estava ferido e nem queria acreditar: Acabara de ser diagnosticado com a DOENÇA DE PARKINSON

Se não sou capaz de abotoar a camisa, com a mão esquerda, como irei ter forças para suster o céu?

Chorei! Sim um homem também chora! Mas não me vou embora, embora, às vezes, até me apeteça partir…abandonar tudo.

Durante estes últimos anos tenho pedido a Deus, à vida, ou ao Universo, para ter coragem.

De vez em vez chegam notícias que me prometem ajudar a segurar o teto do céu com as minhas duas mãos de esperança. Sim, eu sei que os resultados desses estudos pouco ou nada me têm ajudado, mas preciso desses lenitivos para adoçar esta imensa dor.

Deus queira! Estou a ficar farto de mim…

Muito obrigado aos cientistas portugueses! Talvez sejam eles que me devolvam a vontade para viver.

Uma palavra de esperança a todos os que sofrem direta ou indiretamente: acreditem que somos nós que temos de lutar por uma vida melhor, minorando os sofrimentos, e os estragos da alma e do corpo.

(Deixem-me sonhar!)

“Afinal eu pedi coragem e Deus deu-me obstáculos para superar.”

Sejamos felizes.

 

 

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publicado às 00:29


DALVA MOLNAR

por romasi, em 20.07.15

 

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publicado às 20:35



O MEU LIVRO DE POESIA