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Manual do doente de Parkinson

por romasi, em 21.11.06
Manual do doente de Parkinson
 
Acaba de chegar às minhas mãos o referido livro, oferecido pela minha médica de Neurologia. Como sabem, pois não o escondo a ninguém, estou diagnosticado com a doença de Parkinson e frequento a Consulta de Movimento do Hospital dos Capuchos
O manual foi editado com o patrocínio da NOVARTIS FARMA – Produtos Farmacêuticos S.A. foi traduzido e revisto pela Dra Alice Levy e pelo Dr. Joaquim Ferreira, e tem, de acordo com a capa, o patrocínio da Sociedade Portuguesa de Neurologia – Secção das Doenças do Movimento e da APDR Associação Portuguesa dos Doentes de Parkinson.
Depois de o ler, considero este manual indispensável para todos os doentes de Parkinson e para as suas famílias. Foi escrito numa linguagem bastante acessível, tem uma letra legível mesmo para aqueles, como eu, que já têm dificuldade em ler.
Não estou autorizado a reproduzir passagem escritas no livro, mas isso não me impede de dizer que tem 81 folhas onde dá a conhecer e a viver com a doença.
Da página 82 até à página 86 o tema é a ASSOCIAÇÃO DOS DOENTES DE PARKINSON.
Finalmente da página 82 e seguintes é dada a conhecer a Legislação aplicável ao doente de Parkinson.
Mais alguns apontamentos.
Graças ao Manual fiquei mais consciente dos meus direitos.
Por falta de tempo não irei citar toda a legislação. Apenas dou uma amostra do que pode ser tirado deste valioso trabalho.
Saúde
- Isenção do pagamento das taxas moderadoras Decreto-Lei 173/2003
- Avaliação da incapacidade Decreto-Lei 202/96 de 23 de Outubro e Decreto-Lei 174/97 de 19/7
- Acompanhamento Hospitalar Lei 109/97 de 16/9
Segurança Social
- Pensão de Invalidez
- Subsídio por Assistência de Terceiras Pessoas
- Complemento de dependência
- Pensão social de invalidez
Fiscalidade
- Imposto sobre o valor acrescentado (IVA)
- Imposto Automóvel
- Isenção de tributação de IRS
(tudo isto sob determinadas condições e ou graus de incapacidade)
Habitação
- Arrendamento
- Habitação Social
Cidadania
- Direito de voto
- Transporte
- Estacionamento
 
Este livro será indispensável para as famílias e para os doentes.
Uma última palavra para um destacável que se encontra no final do livro. Trata-se de uma espécie de cartão, da Associação dos doentes de Parkinson, que tem sede no Bairro da Liberdade lote 13 loja 20 em Campolide Lisboa
Telefone 21 3850 042
e-mail apdparkinson@clix.pt
Quantas das vezes tomam os doentes de Parkinson como consumidores de drogas ou álcool. Pois bem a APDPk criou um cartão onde diz
 
“SOU DOENTE DE PARKINSIN. NÃO ESTOU SOB A INFLUÊNCIA DE ÁLCOOL OU DROGA
A MINHA DOENÇA NÃO É: CONTAGIOSA, MENTAL, HEREDITÁRIA OU FATAL.
É APENAS UMA DOENÇA DE MOVIMENTO.
POR ESTA RAZÃO POSSO PRECISAR DE ALGUM TEMPO PARA ME EXPRIMIR E COMUNICAR CONSIGO.
FICO AGRADECIDO PELA SUA PACIÊNCIA."
 
Inscreva-se na Associação que segundo o livro tem uma quota anual mínima de 20 euros.
Rogério Martins Simões

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publicado às 23:36


Forum Parkinson

por romasi, em 21.11.06

Caros companheiros portadores da doença de Parkinson.

 Hoje venho sugerir que se inscrevam no Fórum - Pregúntele al Médico [preguntelealmedico@forum.parkinson.org] no seguinte endereço: National Parkinson Fundation

Para isso basta acederem a esta organização dos Estados Unidos e inscreverem-se. Existem 2 fóruns: um em Inglês outro em Castelhano que se entende bem.

Quem se inscrever poderá colocar questões sobre a nossa doença ao DR. Ramon L Rodrigues, que, presentemente, está envolvido em estudos com novos medicamentos que passam a ser tomados em dose única em vez de 3 ou quatro vezes por dia.

Tenho colocado questões em Português e têm sido respondidas. Saúde a todos.

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publicado às 21:33


EMBOSQUEI-ME NA INDIFERENÇA

por romasi, em 05.11.06

(Foto de Padre Pedro)

EMBOSQUEI-ME NA INDIFERENÇA

(Rogério M. Simões)

 

Embosquei-me na indiferença,

sem sentido,

e em cada dia que passa,

parte a sorte nos ponteiros do silêncio.

 

Estou um mestre de silêncios.

Esfrego o corpo por tudo o que senta,

assenta ou me deita.

 

Deito aos poucos o que resta de mim.

Penduro-me nos ponteiros do relógio,

giro e volto

aos marginais pessimismos.

 

Interrogo-me nas orações.

Interrogo e rogo

para que tudo seja melhor

mas a sorte não muda.

Mudam os silêncios redobrados,

desencantados: porquê?

 

Antes, quando era esperança,

não agonizavam as palavras

e os dias eram claros como o sol.

Para quê a poesia

se o poeta não casa as palavras da sorte

e se refugia nesta catarse do nada.

6/1/2006

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publicado às 17:35



O MEU LIVRO DE POESIA