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Parkinson e depressão

por romasi, em 24.12.04

Parkinson e depressão


A doença de Parkinson, que foi descrita em 1817, é uma das doenças neurológicas mais comuns dos dias de hoje, somente perdendo para a doença de Alzheimer. É uma doença que atinge todos os grupos étnicos e classes socio-económicas. Estima-se uma prevalência de 100 a 200 casos por 100.000 habitantes. Sua incidência e prevalência aumentam com a idade, sendo mais frequente entre 55 e 66 anos. Nos Estados Unidos existem 1 milhão de pessoas afectadas, que corresponde no Brasil a 650 mil pessoas. Do ponto de vista patológico é uma doença degenerativa caracterizada por morte de neurónios paminérgicos da substância nigra do cérebro, e por inclusões intracitoplasmáticas destes neurónios, conhecidas como corpúsculos de Lewy. As manifestações clínicas do Parkinson incluem tremor de repouso, bradicinesia, rigidez tipo roda denteada e anormalidades posturais. Todos esses sintomas estão relacionados ao sistema nervoso motor, e atinge as articulações. Como é uma doença progressiva, que usualmente acarreta incapacidade severa após 10 a 15 anos, o impacto social e financeiro é elevado, particularmente na população mais idosa.
W.M. McDonald e colaboradores, psiquiatras, da Universidade de Emory, da cidade de Atlanta, na Geórgia, chamam atenção para os problemas não motores que atingem mentalmente o indivíduo, tais como, demência, psicose, ansiedade, insónia, distúrbios do humor e, principalmente, a depressão. Segundo esses autores cerca de 50% dos pacientes têm depressão, que nesses casos são resultantes da degeneração neuroanatómica, e da acção da serotonima, do que simplesmente como reacção a um stress psicossocial.  


Fonte :: Biol Psychiatry 2003 Aug 1;54(3):363-75

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publicado às 16:34




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